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novembro 15, 2004

night of the blood beast e the bride and the beast

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NIGHT OF THE BLOOD BEAST (1958)
de bernard l. kowalski
com michael emmet e angela greene

produção z dos irmãos corman com muito pouco que a recomende. o major corcoran, pioneiro do projecto espacial norte-americano, despenha-se em circunstâncias misteriosas durante seu voo inaugural. a equipa de socorro encontra-o morto e com uma estranha ferida no braço. no entanto, apesar de não ter pulso nem respirar, o seu corpo não parece apresentar o comportamento de um cadáver normal. entretanto uma estranha criatura começa a fazer estragos na área. depois o major regressa dos mortos e começa a fazer grandes discursos em que toma o partido da criatura e apela à paz e harmonia entre espécies, apesar da espécie em causa ter acabado de arrancar o cérebro a um dos seus colegas. é melhor não lhe prestar muita atenção. só deve estar a falar assim porque a criatura é o pai dos embriões alienígenas que estão a incubar dentro do seu peito. tirando esta última ideia, que antecipa em vinte anos o ciclo reprodutivo do alien, não há grande prazer a retirar daqui. ausentes estão a imaginação e o sentido de humor característicos do cinema de roger corman. o guião limita-se, na sua maior parte, a reciclar material de filmes bem melhores, com o the thing original a ser o principal alvo de pilhagem, por entre diálogo atroz e efeitos risíveis mesmo para a época. a criatura, apesar de pouco memorável, ainda consegue ter algum daquele encanto de monstro b dos anos 50 mas, para blood beast, não é particularmente bestial nem sanguinolenta. o realizador e uma boa parte da equipa veriam dias mais inspirados em attack of the giant leeches. (2/10)

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THE BRIDE AND THE BEAST (1958)
de adrian weiss
com charlotte austin e lance fuller

já não se fazem filmes sobre mulheres com desejos sexuais por macacos como antigamente. saído da pena do mítico edward d. wood jr., este tem perversão, imagens de arquivo, homens em fatos de gorila maus e camisolas de angora em quantidade suficiente para satisfazer até o mais exigente dos cinéfilos. ou se calhar é só a mim que estas coisas enchem de uma inexplicável alegria. a noite de núpcias de laura e dan é interrompida quando o gorila spanky, com quem laura tinha trocado olhares libidinosos momentos antes, foge da sua jaula e tenta fazer coisas marotas à menina (e por coisas marotas quero dizer exactamente isso que estão a pensar). dan mata o gorila e pouco depois, através do hipnotista mais rápido da história, descobrimos que laura foi rainha dos gorilas numa encarnação anterior, e que é por isso que gosta tanto de camisolas de angora. juro que não estou a inventar. segue-se um safari a áfrica, em versão imagens de arquivo, uma história qualquer sobre uns tigres (também de arquivo) fugidos, e um reencontro de laura com os membros da sua anterior espécie cheio de tensão sexual. se isto não vos convenceu que estão perante uma obra maior da sétima arte então não posso fazer nada por vocês. dos actores pode-se dizer que conseguem manter uma cara séria durante todo o filme, o que só por si é um feito. o facto de o tio ed ter sido apenas responsável pelo argumento significa que, por uma vez, temos direito à sua habitual insanidade com alguém aos comandos que tem pelo menos uma ideia vaga do que está a fazer. podia agora dizer-vos que na sua análise de um casamento disfuncional, cheia de simbolismos freudianos, the bride and the beast é bem capaz de rivalizar com o belle de jour. mas se calhar é melhor não. (5/10)

::publicado por jorge em 15/11/04

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